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O Gripen é excepcional, em termos de flexibilidade, interoperabilidade e de verdadeira capacidade de atuação em múltiplas missões.  Seu projeto prevê missões de combate ar-ar e ar-terra e de reconhecimento, assim como a troca de missão, sem que seja necessário efetuar nenhuma modificação no hardware ou software do avião.  O Gripen é compatível com vários opções de payload da OTAN e de países não-alinhados e, graças à capacidade exclusiva de seu sistema de armamentos, é capaz de atender às necessidades de integração de armas do cliente.

Uma das principais características dos sistemas de aviônicos e de armamentos do Gripen é a facilidade de integração de novos payloads (armamentos e equipamentos de missão).  Desde o seu início, foi atribuída máxima prioridade à flexibilidade.  Reconheceu-se que todo cliente tem necessidades e/ou payloads diferentes, em seus estoques.  Portanto, ele pode desejar integrar suas próprias opções de payloads na plataforma e “linha de frente”.  Para tanto, objetivou-se flexibilidade no projeto da arquitetura dos aviônicos da plataforma Gripen.

Características exclusivas do sistema de armamentos – o Gripen sempre “voa como um Gripen!”
Atualmente, as forças aéreas requerem que seus novos caças apresentem várias propriedades excepcionais, a exemplo de capacidade para executar múltiplas missões, armas standoff, armas com precisão de tiro, interoperabilidade de aeronaves e equipamentos, rápido desempenho na manobra de virar aeronave e alta disponibilidade, bem como custo baixo de operações.  Além disso, a aeronave deve contar com flexibilidade e ser adaptável para admitir crescimento futuro.

Com o objetivo de atender a estas exigências, a filosofia do projeto do Gripen precisou ser fundamentalmente diferente das outras.  Tradicionalmente, os novos payloads requerem avaliação e comprovação de vôo.  A seguir, devem ser definidos os limites dos parâmetros g, de ângulos de ataque e outros igualmente importantes.  Estes limites são, então, usados na atualização do sistema de controle de vôo (FCS), que, por sua vez, também requer aprovação.  No Gripen, todas estas etapas não são mais necessárias.  A Saab desenvolveu um sistema de controle que facilita, é mais eficiente em termos de custo e é mais rápido, para a integração de novos payloads alternativos na aeronave.  O projeto, que atualmente já se encontra na fase de vôo e está sendo avaliado nos caças Gripen C, visa reter sua característica de manejo fácil, independentemente da carga a bordo, tornando possível que um Gripen sempre “voe como um Gripen”.  Em suma, não é preciso efetuar nenhuma alteração ou buscar uma nova aprovação do sistema de controle de vôo, economizando tempo, dinheiro e esforços.

Além disso, se o payload for um databus 1760 compatível (um payload inteligente), o próprio equipamento informa à aeronave o que é, dispensando a ação humana.

Um payload característico do Gripen C/D inclui:

• Míssil ar-ar Sidewinder AIM-9 • AIM-120 AMRAAM • AGM-65 Maverick • Dispenser standoff  DWS39

• Míssil de ataque a navio RBS-15  • Bombas teleguiadas a laser GBU 10/12/16 • Bombas Mk. 82/83/84

• Litening opcional G III FLIR/LDP e cápsulas opcionais de reconhecimento

Capacidade adicional

Outras armas serão integradas, a fim de satisfazer as necessidades operacionais de clientes, a exemplo das bombas de finalidade geral R-Darter e Mk.81.  Além disso, há várias outras atividades em andamento, como o progresso firme dos programas futuros que vão atribuir ao Gripen a capacidade de melhorar suas propriedades dentro do alcance visual, além do alcance visual, de standoff e de precisão de ataque.  Estas atividades podem ser evidenciadas pelo programa de vôo do KEPD-350; o programa do míssil Meteor, para o qual o Gripen foi escolhido para realizar, em 2005, o primeiro lançamento aéreo; o programa do míssil IRIS-T, cujas discussões entre a Saab e a FMV (a agência de administração de material de defesa da Suécia) envolvendo a integração deste míssil no Gripen; assim como vários estudos de viabilidade que já confirmaram a adequacidade do Gripen aos armamentos AIM-9X, A-Darter, ASRAAM, Python 4, Python 5, Derby, MICA, SPICE, Lizard II e III e do EHUD Autonomous Air Combat Maneuvering Instrumentation Pod.

Gripen - O caça mais versátil e globalmente interoperável