O monoposto Gripen C e biposto Gripen D, plenamente capacitados para combate, se fundamentam no já comprovado Gripen A/B que constitui a espinha dorsal da Força Aérea sueca. Além disso, todo o trabalho feito nas variantes do Gripen C/D se aplica não somente à SwAF, como também está diretamente ligado ao modelo de exportação, selecionado pela África do Sul, Hungria e, mais recentemente, pela República Tcheca, dividindo o mesmo nível de funcionalidade avançada.
O Gripen C/D introduz um conjunto de novos sistemas e funções, o que inclui reabastecimento em pleno vôo (com uma nova sonda retrátil), um sistema de geração de oxigênio embarcado (OBOGS), publicações e displays no idioma inglês, o cockpit EP 17 em cores (com três grandes displays multifuncionais (MFD) e um cockpit totalmente digital – sem instrumentos analógicos convencionais), um novo computador central (D96/MACS da Ericsson com arquitetura de cinco barramentos), controles de motor do tipo FADEC (Full Authority Digital Electronic Control), um maior payload sobre pilones compatíveis com a OTAN, maior compatibilidade com armas inteligentes (e maior disponibilidade de armamentos), um novo sistema de comunicações e um conjunto de autodefesa, além de incorporar previsão para novos sistemas de sensores (a exemplo de sistema de busca e rastreamento por infravermelho).
Esta aeronave de última geração também conta com um sistema de controle ambiental (ECS) mais eficiente, tendo sido certificada para operações nas diversas condições climáticas do mundo; uma unidade de energia auxiliar (APU) aperfeiçoada e uma vida útil estendida da estrutura do avião (8.000 horas de vôo). A frota de avaliação formada por Gripens C já está voando com a última versão do software de aviônicos Gripen. O novo software é o coração dos sistemas de cockpit aperfeiçoados e da Interface Homem-Máquina (HMI) dos caças Gripen C/D. O novo sistema de telas grandes em cores dos caças Gripen C/D é o primeiro do mundo a abandonar toda e qualquer instrumentação mecânica convencional. A adicional capacidade de computação e de gestão de dados do Gripen C/D é o que respalda sua potência de combate e sua flexibilidade para a execução de múltiplas missões.
Outros testes importantes do Gripen C/D visaram o novo computador geral de sistemas, a unidade eletrônica de controle geral de sistemas (GECU), em substituição aos computadores do sistema de controle ambiental (ECS), hidráulico e de combustível, instalados nas aeronaves anteriores. O sistema ECS também foi modificado, objetivando a compatibilidade da aeronave com todas as condições climáticas do mundo e a introdução do sistema OBOGS com a respectiva proteção anti-g para o piloto (o sistema anterior era acionado a oxigênio respirável pressurizado). As próximas etapas do programa de certificação da aeronave incluirão a introdução gradual de novas funções, na aeronave de produção, a exemplo do avançado conjunto bélico eletrônico e de autoproteção, assim como do sistema IFF (Mark IV), compatível com a OTAN da Gripen.