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No primeiro vôo do protótipo biposto do Gripen D, em 2 de junho de 2004, o piloto de teste Richard Ljungberg completou mais uma etapa importante, no programa de testes de vôo e de aceitação, da última geração de aeronaves Gripen – o Gripen C/D.  Após o vôo de estréia do Gripen C, em agosto de 2002, e a entrega da primeira aeronave à Força Aérea da Suécia, em setembro deste ano, uma equipe formada por profissionais da Saab, da Agência de Administração de Material de Defesa da Suécia (FMV) e da Força Aérea do país (SwAF) realizou vôos, com o objetivo de avaliar as capacidades e os sistemas ampliados e aperfeiçoados do Gripen C/D.

O monoposto Gripen C e biposto Gripen D, plenamente capacitados para combate, se fundamentam no já comprovado Gripen A/B que constitui a espinha dorsal da Força Aérea sueca.  Além disso, todo o trabalho feito nas variantes do Gripen C/D se aplica não somente à SwAF, como também está diretamente ligado ao modelo de exportação, selecionado pela África do Sul, Hungria e, mais recentemente, pela República Tcheca, dividindo o mesmo nível de funcionalidade avançada.

O Gripen C/D introduz um conjunto de novos sistemas e funções, o que inclui reabastecimento em pleno vôo (com uma nova sonda retrátil), um sistema de geração de oxigênio embarcado (OBOGS), publicações e displays no idioma inglês, o cockpit EP 17 em cores (com três grandes displays multifuncionais (MFD) e um cockpit totalmente digital – sem instrumentos analógicos convencionais), um novo computador central (D96/MACS da Ericsson com arquitetura de cinco barramentos), controles de motor do tipo FADEC (Full Authority Digital Electronic Control), um maior payload sobre pilones compatíveis com a OTAN, maior compatibilidade com armas inteligentes (e maior disponibilidade de armamentos), um novo sistema de comunicações e um conjunto de autodefesa, além de incorporar previsão para novos sistemas de sensores (a exemplo de sistema de busca e rastreamento por infravermelho).

Esta aeronave de última geração também conta com um sistema de controle ambiental (ECS) mais eficiente, tendo sido certificada para operações nas diversas condições climáticas do mundo; uma unidade de energia auxiliar (APU) aperfeiçoada e uma vida útil estendida da estrutura do avião (8.000 horas de vôo).  A frota de avaliação formada por Gripens C já está voando com a última versão do software de aviônicos Gripen.  O novo software é o coração dos sistemas de cockpit aperfeiçoados e da Interface Homem-Máquina (HMI) dos caças Gripen C/D.  O novo sistema de telas grandes em cores dos caças Gripen C/D é o primeiro do mundo a abandonar toda e qualquer instrumentação mecânica convencional.  A adicional capacidade de computação e de gestão de dados do Gripen C/D é o que respalda sua potência de combate e sua flexibilidade para a execução de múltiplas missões.

Outros testes importantes do Gripen C/D visaram o novo computador geral de sistemas, a unidade eletrônica de controle geral de sistemas (GECU), em substituição aos computadores do sistema de controle ambiental (ECS), hidráulico e de combustível, instalados nas aeronaves anteriores.  O sistema ECS também foi modificado, objetivando a compatibilidade da aeronave com todas as condições climáticas do mundo e a introdução do sistema OBOGS com a respectiva proteção anti-g para o piloto (o sistema anterior era acionado a oxigênio respirável pressurizado).  As próximas etapas do programa de certificação da aeronave incluirão a introdução gradual de novas funções, na aeronave de produção, a exemplo do avançado conjunto bélico eletrônico e de autoproteção, assim como do sistema IFF (Mark IV), compatível com a OTAN da Gripen.

JAS39C/D – Progresso constante dos Gripens de última geração