O grifo associa as qualidades simbólicas do leão e da águia. É, ao mesmo tempo, o rei das aves e o senhor do ar e rei das feras e o senhor da terra. O corpo do grifo associa a velocidade, o vôo e a aguçada visão da águia à força, a coragem e a majestade do leão.
Sua origem está em alguma parte do Oriente Médio, onde pode ser encontrado em pinturas e esculturas dos antigos babilônios, assírios e persas. Na mitologia grega, os grifos retiravam o ouro do rio Arimaspias e, vizinhos dos hiperbóreos, pertenciam a Zeus. Na Roma antiga, o motivo do grifo era usado em suas decorações e, até mesmo na Roma cristã, ele aparece com freqüência. Os grifos, muitas vezes, eram usados como gárgulas, em igrejas e construções medievais. Em épocas mais recentes, o grifo aparece apenas na literatura e heráldica. A dupla natureza do grifo fez com que sua imagem fosse associada ao rei dos céus e da terra.
Ninguém podia obstruir o caminho do grifo. A força do leão e a sabedoria da águia, reunidas no grifo, simbolizavam a sabedoria e a força de Deus.