No projeto do ambiente do cockpit de superior qualidade, tomou-se como base o princípio de “não precisa, não apresente”, garantindo assim que o piloto receba todo o apoio necessário para tomar decisões sobre operações táticas complexas sem ser distraído por dados supérfluos.
Uma superior capacidade em combate ar-ar, além do alcance visual, conhecido pela sigla BVR (Beyond Visual Range) é obtida graças ao desempenho da aeronave, aos seus modernos sistemas de sensores, ao datalink tático mais desenvolvido em serviço no mundo e à capacidade de lançar mísseis BVR ativados por radar. Tudo isso, associado às suas inerentes baixas assinaturas visual, radar e infravermelho, confere ao Gripen uma decisiva vantagem de combate em relação a seus oponentes.
Em confrontos a curta distância, a capacidade de combate do Gripen é garantida pela combinação de sua configuração delta-canard e estabilidade relaxada. Isso confere uma excelente agilidade e razões de curvas muito rápidas, durante as manobras de combate. Além dos modos de radar de combate em proximidade, o capacete equipado com displays, um dispositivo conhecido pela sigla HMD (Helmet-Mounted Display), pode ser usado pelos pilotos, para dar indicações aos sistemas de busca dos mais modernos mísseis ar-ar de curto alcance.
O controle do campo de batalha, durante operações ar-terra, exige que a aeronave lide com uma ampla gama de alvos, usando uma grande variedade de armamentos. O Gripen pode transportar várias armas avançadas, altamente eficientes, contra objetivos em terra e no mar. O sistema de armamentos do Gripen inclui munições de precisão “inteligentes”, a exemplo de bombas guiadas por laser (LGB) e seu respectivo equipamento de mira FLIR/LDP (forward looking infra-red/laser designator pod). Estes avançados sensores de visada complementam os modos dedicados de radar ar-terra e o datalink tático, atribuindo ao Gripen flexibilidade e eficiência em seus ataques de precisão.